Torraca e Sapri: Século XVII

XIX

     Na entrada do ano de 1618, bem como o transcorrido de 1617, estiveram presentes os sacerdotes e D. Cesare Brando, Molto Reverendo Arcipreste, D. Giovanni Antonio Mercadante, a fim de aprovarem as contas sob a rubrica de divisão das receitas entre sacerdotes.

     Em 30 de julho de 1656 foi lavrado em cartório o Instrumento firmado pela Universidade a favor do clero da comuna, presentes os congregados.

     Em 1671, Monsenhor Vincenzo de Silva, Bispo de Policastro, em visita de Pregador, celebra em Sapri, em Capela subordinada à Igreja de Torraca, missa cuja ata se encontra incluída no Arquivo Geral, também em apêndice às Memórias Históricas da Igreja de Torraca .

     O sobrenome Silva, do lado paterno da família do Monsenhor Bispo de Policastro, poderia haver ocorrido de simples conversão, tanto feita em Espanha quanto em Portugal, como ainda ter sido devido à nobreza romana da família Silvios. As versões etimológicas estão divididas, cabendo, sobretudo, prioridade à origem geográfica do nome, tão preferido a batismo de cristão novo.

     De 1541 a 1656, transcorreram cento e quinze anos durante quatro ou cinco gerações. Da primeira data à expulsão dos Reis Católicos espanhóis meio século passara. Quando da primeira cerimônia que registramos já teriam nascido, contraído matrimônio, tornando-se pais e até avós, talvez duas dezenas de torraquenses, ou seja, italianos. Aqueles nascidos em Sefará ou Hispânia, adolescentes no tempo da expulsão, seriam, se vivos, criaturas chegadas aos setenta anos.

     Significativamente as pessoas que firmaram a escritura de 1541, clamando por paz e concórdia, eram bisavós e trisavós dos que em 30 de julho de 1656 prestariam a homenagem, em nome da Universidade, a seu clero. Os mesmos clãs, por seus novos chefes, manifestavam-se em longo documento.

     Angelo Mercadante, Dottor Carlo Magaldo, Signor Ferrante Scarpello, Mestre Egídio Brando, Mestre Angel, Antonio Barra, Giovane Battista Timpanello, Carlo Pansa.

     As famílias cresceram: dos Timpanelos, contam-se, além do primeiro signatário Martio, Giovanni Battista; dos Mercadantes, além do primeiro Angelo, Pietro, Fabio e Carlo; além do primeiro signatário Magaldo, Dottor Carlo, Giuseppe, Alessandro, Ferrante, Giovanni Biaso; dos Barra, além do primeiro Antonio, Tonto, Domenico, Scipione. Dos Gaetano, Ottavuo, Iacovo, Giovanni Battista; Dos Scarpellos, Ferrante e dos Brando, Mestre Ascanio, Giuseppe. 

     Ainda presentes Giuseppe Lovise Sindaci, Ferrante Scarpello, Carlo Pansa, Francesco Tirone, Francsco Vallinoto, Fabrício Stoduto, Albinio Fressura, Maestro Giovanne Battista Lombardo, Giovanne Battista Loise e Titta Cesarino.

     Digitadas em itálico as famílias que firmaram o primeiro documento de 1541: Pansa, Gaetano, Brando, Barra, Magaldo, Mercadante, Scarpetta.     

     Muitos outros aparecem na presente relação, circunstância que revela o crescimento do burgo até a primeira metade do século dezessete. Partira de D. Maracio Campanella, aquela congregação de fiéis a fim de orarem à Virgem Maria e aos gloriosos São Roque e Santa Sofia em razão da peste que grassava pela península.

     A lista de presentes ainda se dizia incompleta.

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Published in: on abril 5, 2008 at 5:41 pm  Deixe um comentário  
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